Colidir a chuva pela frente,

é sentir o cheiro do esgoto

a galopar em poças. No poço residir,

pulsando horas de gente.

Saber sem esperar, alivia?

Uma vivalma em eterno pulso.

Avante hey-lá-ohhhh gene intruso,

corrói o resto de fisiologia pífia.

Salva pois essa ínfima

substância cinza pedindo abrigo,

abençoa essa morte. Respiro enfim

atordoa a última lástima poluída.

Ferida ungida,

aberta pelo descontrole inerente!

Arrebata esta linha doente,

cura a melhor parte da vida!

Descarrilo Cotidiano, escrito por Fabio N.Biazetti é uma publicação gratuita atualmente. O espaço funciona como portfólio e estúdio de experimentação onde todos meus textos, poemas, contos, roteiros e vídeos serão divulgados; em longo prazo pretendo transformá-lo em uma editora virtual própria.

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